terça-feira, 24 de novembro de 2020

Você tem que repassar o aumento do gás de cozinha, para não quebrar



domingo, 26 de maio de 2019

Estão jogando o mercado no lixo, o segmento está sem caminho e ninguém está ganhando dinheiro


Hoje uma das grandes dificuldades que vivemos para gerir as nossas empresas, é como escolher um bom fornecedor, já que ele é um dos nossos parceiros fundamentais no nosso dia a dia . Uma escolha feita sem uma avaliação, sem critério de qualidade, pode arruinar anos de investimentos, assim como manchar uma imagem construída com muitos anos de luta perante os clientes. Sendo assim, observar as mudanças do mercado, buscando os melhores preços e de maneira atenta, faz a diferença para quase todo negócio, menos para o mercado do gás de cozinha.
O Sebrae, em seu site, recomenda que as empresas sempre criem um cadastro com mais de um fornecedor,, para que não haja a dependência e o risco de desabastecimento.
Segundo o site, é importante lembrar que os fornecedores devem suprir as necessidades inerentes ao negócio, minimizando os estoques e atendendo suas solicitações nos prazos estabelecidos.
Vivendo a contradição
A resolução ANP de Nº 51 de 30.11.2016, traz em seu artigo de nº10 diz que o revendedor de GLP vinculado deverá adquirir recipientes transportáveis de GLP cheios, em conformidade com os regulamentos técnicos do Inmetro, de:
I - um único distribuidor de GLP, autorizado pela ANP, do qual exiba a marca comercial; e/ou
II - outro revendedor de GLP vinculado, autorizado pela ANP, que optou por exibir marca comercial do mesmo distribuidor de GLP.
Olha aí o Problema
Tendo o revendedor de gás de cozinha um único fornecedor por força de uma resolução, ele se torna um refém daquele que deveria ajudá-lo. Refém sim, pois o segmento é quase perfeito da distribuidora para cima, já que grandes partes dos agentes de mercado ainda não se reconhecem como empresários, já que é tudo muito confuso, pois temos (vendedor vinculado) um único fornecedor que pratica preços diferenciados, para agentes diferentes do mesmo produto.
Quem vive ou sobrevive no meio; Classe I, Classe II e Classe III, sabe o que é um revendedor atacadista, e muitas das vezes até alimenta, ajuda na busca louca, que ele atacadista, tem para fazer volumes de vendas, já que ele quase sempre possui um preço mais em conta que as distribuidoras. Não sabemos como, mas sabemos que quase sempre ele abastece o revendedor e também o mercado clandestino, embora isso não seja exclusividade de atacadista.
O Mercado está doente, o segmento está sem caminho e ninguém está ganhando dinheiro, e vem dizer que estou mentindo? Quando a Petrobrás aumenta o produto, rapidamente as revendas recebem a notificação do aumento, mas quando ela reduz a distribuidora argumenta que está repondo as perdas, e o gás não abaixa.
A escolha dos fornecedores pode interferir diretamente na sustentabilidade de uma empresa e na sua posição de mercado. Com tamanho peso em todo o funcionamento de um negócio, a gestão de compras exige cuidados a serem tomados desde a cotação de preço.
Estamos aceitando as regras impostas, mesmo estando excluídos do jogo, e fica a pergunta, o seu sindicato esta lhe representando? Você tem contribuído para fortalecer o seu sindicato? Qual a contribuição que você tem dado para melhorar o mercado?
O revendedor autorizado é um jovem que vai completar 16 anos, mas precisa agir como adulto e enfrentar os problemas que assolam os seus caminhos, pois O OPRESSOR , JAMAIS CONSEGUIRIA OPRIMIR, SENÃO TIVESSE AJUDA DO OPRIMIDO. Autor : José Antônio Borges ( IJ ASSESSORIA)


terça-feira, 28 de agosto de 2018

A concorrência e a importância da marca


Alguns mitos envolvendo o mercado de distribuição de combustíveis no Brasil precisam ser esclarecidos
Adriano Pires, O Estado de S.Paulo


25 Agosto 2018 | 04h00
A marca no setor de combustíveis tem um papel importante na escolha do consumidor. Isso porque os combustíveis têm características específicas cuja percepção não é evidente, sobretudo nos quesitos qualidade e segurança. Ou seja, o consumidor não tem condições de julgar e escolher por mera inspeção nem a qualidade nem a segurança do produto.
Com isso, na conquista do mercado, as empresas detentoras de marca precisam ganhar a confiança do consumidor. Isso requer investimentos sistemáticos em logística, segurança, desenvolvimento de produtos e qualidade de serviços, que levam o consumidor a associar o desempenho – intimamente ligado à necessidade de também atender aos novos requerimentos de consumo e à revolução tecnológica dos novos motores – à marca.
A ausência de proteção à marca viabiliza que outras empresas se insiram no segmento sem esforços na garantia de segurança e qualidade, conquistando fatias de mercado indevidamente e desestimulando a continuidade dos investimentos. Consequentemente, o consumidor perderá a referência de boas marcas e terá menos elementos de decisão na compra dos combustíveis como gasolina, diesel, etanol e GLP.
É totalmente equivocada a ideia de que a proteção à marca no mercado de distribuição de combustíveis seria anticoncorrencial. Ao contrário, há estudos que comprovam o aumento da concorrência em mercados onde existem marcas consolidadas, por meio da rivalidade entre elas. O mercado de distribuição de combustíveis no Brasil tem sido apresentado ao consumidor, de maneira estigmatizada, como concentrado e, portanto, com tendência à prática de cartel. Por isso alguns mitos precisam ser esclarecidos.
A dita concentração de mercado se refere ao conceito de oligopólio, que consiste na estrutura de mercado com poucas empresas em atuação. No Brasil, a distribuição de gasolina, diesel e etanol conta com mais de 200 distribuidoras e a do GLP, com 19, com forte concorrência regional. A existência de um número reduzido de empresas em dado segmento não é sinônimo de cartel e, como mostram os números, este não é o caso da distribuição de combustíveis.
À vista disso, cabe mais um esclarecimento: cartel é uma prática de mercado na qual as empresas concorrentes combinam a fixação de preços, quantidades, divisão de mercados, entre outras ações lesivas ao consumidor. Também configura uma conduta anticoncorrencial a prática da horizontalização. Portanto, práticas anticoncorrenciais, quando constatadas, devem ser reprimidas pela autoridade competente, que no caso do Brasil é o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A literatura e a prática de mercado mostram que a mera constatação de preços idênticos não é, isoladamente, indício suficiente da existência de cartel. São necessários, além de dados econômicos, indícios factuais de que há ou houve algum tipo de acordo ou coordenação entre os empresários do setor para aumentar ou combinar o preço dos produtos ou serviços ofertados.
Como os combustíveis são homogêneos e a sua qualidade não é palpável no ato da compra, a manutenção de uma rede exclusiva de revendedores é um instrumento que as distribuidoras dispõem para preservar sua marca. Com a venda na rede de representantes de sua marca comercial, o distribuidor distingue o seu produto e assegura a oferta e a qualidade ao consumidor. A proliferação de revendedores independentes e multibandeiras amplia a concorrência e a possibilidade de escolha do consumidor sobre variáveis competitivas como preço e qualidade. Ou seja, o grande favorecido da existência de postos revendedores de marcas nacionais ou regionais e daqueles com marca local ou própria é o consumidor, que, além do arbítrio, dispõe da regulação e da fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na revenda, o País conta com 45 mil postos de gasolina, diesel e etanol e com 69 mil revendedores de GLP.
A força motriz do regime de mercado é a liberdade de escolha dos clientes e consumidores. É essa capacidade de livre escolha que impulsiona a competição entre as marcas e as multibandeiras.
DIRETOR DO CENTRO BRASILEIRO DE INFRAESTRUTURA (CBIE)

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

A nova realidade do setor de petróleo e gás natural e o preço dos combustíveis


Resolução da ANP facilitará adoção de uma política de preços que atraia investimentos e remunere o capital investido no setor
Plataforma P-48, operador. Foto: Arquivo ANP



PARCERIA DE CONTEÚDO

Espaço voltado à análise e proposição de soluções para os sistemas de regulação do país e seu respectivo impacto para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil. Profissionais de diversas áreas –órgãos públicos reguladores, agentes privados regulados e do meio acadêmico– produzirão conteúdo para a página.
Nos últimos tempos o setor de petróleo e gás natural vem mudando no Brasil. Trata-se da maior transformação desde a criação da Petrobras, em 1953, complementando o processo iniciado em 1997 com o fim do monopólio legal da Petrobras e com a criação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Nesse novo cenário, a ANP tem operado com autonomia, cumprindo as suas funções legais de contratar em nome do Estado, regular e fiscalizar o setor. A Petrobras tem um objetivo, legítimo, de maximizar o valor para o seu acionista, sem interferência do governo, mas ainda mantém uma posição de dominância no abastecimento de derivados de petróleo, no setor de gás natural e na produção de petróleo em campos maduros. Por outro lado, na distribuição de combustíveis e de gás de cozinha (GLP), poucas empresas controlam uma parcela relevante do mercado. Atento a esse quadro, o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) tem sido ativo na avaliação de aquisições que poderiam aumentar a concentração no setor, tendo inclusive barrado algumas delas.
As mudanças têm reflexos na produção de petróleo e gás natural, na arrecadação, na geração de empregos e no mercado de combustíveis, mas não foram ainda bem compreendidas pelo público em geral. A Petrobras passou a se comportar como uma companhia de capital aberto, com ações negociadas em bolsas de valores no Brasil e no exterior, respondendo aos interesses dos seus acionistas, brasileiros e estrangeiros. Embora sob controle estatal, e mantendo algumas vantagens em função disso, não atua mais como um braço do Estado ou do governo na implantação de políticas ditadas pelo poder executivo. Agora os membros da sua diretoria e conselho de administração agem com independência.
Nesse novo ambiente, em que a Petrobras busca maximizar os seus lucros, a empresa não deve poder exercer um monopólio de fato no setor de refino, manter a posição dominante no setor de gás natural e continuar operando campos de petróleo em bacias maduras sem investir os recursos necessários para garantir o melhor aproveitamento das suas reservas, como determinado nos contratos de concessão.
A Petrobras decidiu concentrar seus investimentos no pré-sal, onde estão alguns dos seus ativos mais rentáveis. Nada é mais certo. Como resultado, a produção nessa nova província tem crescido rapidamente, 722% desde 2012. No entanto, a produção de petróleo na Bacia de Campos caiu 38% nesse mesmo período. Nas bacias terrestres, particularmente no Nordeste, reduziu-se em 35%. Na porção marítima da Bacia de Sergipe/Alagoas a queda foi de 62%. O número de poços exploratórios diminuiu 89%; o de poços de desenvolvimento, 70%. As consequências foram uma queda na arrecadação, na atividade e no nível de emprego no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em estados do Nordeste.
A Petrobras domina a produção, a importação, a logística e a comercialização de gás natural. Esse grau de concentração e a falta de investimentos são duas das razões pelas quais temos um mercado de gás tão pouco desenvolvido no Brasil.
Ainda assim, as tentativas da Petrobras de vender ativos no setor de gás natural, campos maduros nos quais não tem mais interesse em investir e participações em refinarias enfrentam resistências e dificuldades. A ANP tem o dever de dar transparência a essa situação e de atuar em defesa dos interesses da União e dos consumidores. Já solicitou  ao CADE que avalie a questão do refino. Está trabalhando para, em setembro, definir medidas que possa adotar nas áreas de gás natural e de campos maduros, além de outras que devam ser objeto de recomendação ao CADE ou ao CNPE (Conselho Nacional de Política Energética).
Para que a indústria local de combustíveis seja bem-sucedida e para que o Brasil possa atrair os investimentos necessários para aumentar a produção e diminuir a dependência externa, os preços devem ser livres, seguindo o mercado internacional, mas estabelecidos em um ambiente em que haja transparência e competição.
Como informado em relatórios divulgados ao mercado, os preços praticados pela Petrobras consideram os valores internacionais dos derivados de petróleo e o câmbio, além dos custos para importação e de uma margem. Ao mesmo tempo em que a companhia pratica preços acima da paridade internacional, a divulgação é feita de forma incompleta. Só são anunciados, por exemplo, os valores da gasolina e do diesel resultantes da aplicação da média aritmética dos preços praticados nos diferentes pontos de entrega no território nacional, sem considerar os volumes vendidos em cada local. Assim, não é por acaso que o consumidor tem dificuldades em relacionar as variações dos preços nas refinarias aos praticados nas bombas dos postos de gasolina e há reclamações dos seus concorrentes quanto ao impacto dessa forma de comunicação no livre mercado.
É sabido que em setores em que há baixa concorrência as empresas tendem a se valer de sua posição privilegiada para maximizar suas riquezas, sem se preocupar em expor espontaneamente aos demais agentes e aos consumidores as informações especiais que possuem. De forma a mitigar essa falha, cabe ao regulador buscar corrigir essa assimetria informacional, facilitando a compreensão da sociedade sobre o setor, aumentando o acesso aos dados, e fornecendo a ela a ferramenta do conhecimento, instrumento fundamental na busca da liberdade de escolha.
O setor de combustíveis não deve continuar funcionando da forma que operava quando a Petrobras não tinha a autonomia que tem agora e a formação de preços não acompanhava as variações internacionais. Esse novo quadro precisa ser acompanhado de medidas para favorecer a transparência e a competição. Como a aceitação pela sociedade da política de precificação dos combustíveis é fundamental para garantir o ambiente de estabilidade social necessário para a atração de investimentos, é importante lembrar que a literatura registra que o consumidor aceita melhor as variações de preço quando há transparência na sua formação.
Apesar do monopólio da Petrobras ter sido formalmente extinto em 1997, os preços dos derivados só foram liberados em 01 de janeiro de 2002. Naquele ano, como neste, houve uma eleição presidencial e o câmbio subiu muito. O mesmo ocorreu com o petróleo. Ao avaliar a evolução dos preços ao longo desses últimos 16 anos percebemos que na maior parte do tempo eles não estiveram alinhados ao mercado internacional. Em função da crise que se abateu sobre a Petrobras, é facilmente lembrado que os preços estiveram abaixo dos internacionais entre 2011 e 2014, o que impôs perdas severas à empresa, inviabilizou o refino privado no Brasil e prejudicou a importante indústria nacional de biocombustíveis. Mas não se menciona com frequência que durante alguns períodos os preços estiveram acima dos praticados nos mercados internacionais. Particularmente entre 2008 e 2009 e entre 2014 e 2016, justamente quando o país atravessou as duas  últimas recessões. Embora algumas conclusões pareçam óbvias, estudos econométricos são necessários para avaliar o impacto do desalinhamento dos preços na indústria de combustíveis fósseis e de biocombustíveis e no setor produtivo como um todo, especialmente quanto ao impacto na sua competitividade internacional e na sua inserção nas cadeias produtivas globais.
Ao longo desse período, a Petrobras, na sua condição de monopolista de fato, não foi capaz de atender a demanda nacional. As importações de derivados cresceram, ao mesmo tempo em que a exportação de petróleo aumentou. Exportações que vão continuar subindo, pois a produção deve saltar dos atuais 2,7 milhões de barris por dia para 5,5 milhões em 2027. A importação de derivados também deve se elevar como consequência da esperada volta do crescimento econômico. Se o Brasil não praticar uma política de preços que reflita as variações dos preços internacionais e do câmbio, não terá investimentos para incrementar a produção de combustíveis, sejam fósseis ou renováveis, aumentando a dependência de importações, diminuindo a eficiência do programa Renovabio (que busca incentivar o consumo de etanol e biodiesel) e prejudicando o cumprimento das metas de redução de emissões.
O recente episódio da greve dos caminhoneiros mostrou as consequências para o setor e para o país de uma política de reajustes de combustíveis que não tem a legitimidade trazida pela transparência e fica sob questionamento da sociedade. Assim, enquanto a desejada diversidade de agentes e a competição plena ainda não estiverem presentes em todos os elos da cadeia, a indústria precisa encontrar formas de conquistar a legitimidade necessária para praticar uma política de preços adequada. Isso só será possível através do aumento da competição resultante da adoção de uma maior abertura na formação e na divulgação dos preços. Sem um melhor nível de transparência o país não terá um mercado estável, imune a protestos sociais ou a intervenções governamentais. Continuará tendo um mercado vulnerável a ações indesejada de agentes dominantes em busca de preços acima dos que seriam obtidos em um ambiente diversificado, aberto e competitivo.
Assim, em função do mercado brasileiro de combustíveis ainda não ser suficientemente diversificado, a ANP colocou em consulta e audiência públicas uma resolução que tem como objetivo ampliar a transparência na formação e divulgação dos preços dos derivados de petróleo e gás natural. Essa medida visa promover a livre concorrência e proteger os interesses dos consumidores. A versão final, que pode incorporar ajustes após a avaliação das sugestões recebidas, deve ser publicada até outubro.
Os estudos que indicaram a necessidade dessa medida foram conduzidos em continuidade aos resultados da Tomada Pública de Contribuições (TPC), realizada entre junho e julho, que demonstrou que deveriam ser aprofundados estudos visando à elaboração de resolução estabelecendo mecanismos de aumento da transparência na formação dos preços dos combustíveis.
Essa minuta de resolução inclui medidas aplicáveis a todos os elos da cadeia de derivados de petróleo, gás natural e biocombustíveis: produção, importação, distribuição e revenda. No caso dos produtores e importadores que detêm uma participação de mercado superior a 20% em uma macrorregião política do País, a fórmula utilizada para precificação do produto correspondente, bem como o preço resultante, para cada um dos produtos à venda, em cada ponto de entrega, deverão ser publicados nos seus próprios sites na internet. As informações deverão ser publicadas somente no ato do reajuste do preço ou da alteração dos parâmetros da fórmula. A ANP publicará as mesmas informações em seu portal na internet.
Como a produção local não é suficiente para atender a demanda por derivados de petróleo, os preços são baseados na paridade de importação, ou seja, no custo de comprá-los no mercado internacional e interná-los no país. A fórmula informada deve representar a soma do preço internacional (obtido através da referência escolhida pelo produtor ou importador) com os custos de internação e com a margem necessária para viabilizar a importação dos volumes não produzidos nas refinarias nacionais. Existem diferentes referências internacionais para cada produto. Nos mercados líquidos, como os dos Estados Unidos, os preços praticados são conhecidos e divulgados diariamente em cada ponto de venda. Esses preços é que estabelecem as margens de lucro dos refinadores americanos, que adquirem petróleo em condições de mercado e incorrem em custos operacionais. Os custos de internação no Brasil e o preço final do produto importado estão incluídos nas notas fiscais. Os preços praticados em cada ponto de entrega são conhecidos pelos agentes envolvidos, mas não são divulgados de forma organizada porque não existe previsão para isso na regulação brasileira.
Essa resolução trata justamente de trazer essa transparência, reduzindo a assimetria de informações. Não de abrir as margens das refinarias que operam no Brasil que, como no caso americano, são dadas pela diferença entre o faturamento obtido aos preços de referência escolhidos e os custos de aquisição de petróleo, de logística e de refino, que são, e permanecerão sendo, informações confidenciais das empresas. Não abre, portanto, as margens das refinarias, como poderia parecer em uma avaliação superficial. Da mesma forma que não são públicas as margens das refinarias americanas, que também vendem derivados com base em preços de referência. A resolução, além disso, antecipa condições a serem aplicadas aos mercados regionais no momento em que a Petrobras avançar no processo de desinvestimento de participações em refinarias e, ao dar clareza e diminuir o grau de incerteza quanto à sistemática de precificação dos derivados, aumenta a atratividade do setor de refino para novos entrantes, facilitando o processo de venda e a atração de investimentos.
Os demais produtores e importadores de derivados de petróleo e biocombustíveis deverão informar à ANP o preço e todos os componentes da fórmula de preço adotada, por produto e ponto de entrega, sempre que houver reajuste de preços ou alteração nos parâmetros da fórmula. Somente os preços médios finais praticados, com uma defasagem mínima de 30 dias, serão divulgados. Com isso, a chance de conluio por partes dos agentes fica limitada.
Nos contratos de fornecimento de derivados de petróleo em que se exige homologação prévia da ANP, caso, por exemplo, dos acordos entre produtores e distribuidores, será obrigatória a inclusão de fórmula de preços, com todas as parcelas definidas de forma clara, objetiva e passível de cálculo prévio pelas empresas envolvidas. A exemplo do que será informado pelos produtores e importadores, a referência adotada deverá ser largamente utilizada e possuir cotações de fácil acesso. Além disso, o preço praticado não poderá divergir do calculado mediante a fórmula prevista em contrato. Com isso, a possibilidade de abuso de poder econômico por parte de qualquer agente dominante fica reduzida.
Por sua vez, os importadores e distribuidores de derivados de petróleo e biocombustíveis deverão acrescentar os preços de venda às informações já encaminhadas mensalmente à Agência por meio eletrônico. Essas informações serão publicadas no portal da ANP na internet com defasagem de pelo menos 30 dias. O que se requer é apenas que os dados de preço de venda sejam incorporados às informações já prestadas. Não havendo geração de demanda adicional excessiva, nem aumento da burocracia. Os benefícios, nesse caso, suplantam os custos administrativos.
Com o objetivo de desenvolver um ambiente organizado para a comercialização de gás natural, a ANP promoverá a elaboração de contratos padronizados de compra e venda, em processo que contará com a participação dos agentes da indústria e por meio de consulta e audiência públicas. A intenção é que esses contratos possam ser negociados em bolsa no futuro. Os preços praticados nos mercados organizados de gás natural serão publicados mensalmente.
Os revendedores varejistas de combustíveis líquidos e de GLP deverão incluir os preços atualizados no sistema Infopreço. Um aplicativo de celular que será desenvolvido pela ANP trará os preços praticados pelos revendedores, bem como a sua localização. Mais à frente deverão ser adicionadas informações ainda a serem definidas sobre a qualidade dos combustíveis. Apesar de existir literatura indicando que a divulgação instantânea dos preços praticados na revenda pode facilitar uma ação coordenada dos revendedores em prejuízo do consumidor, e do CADE ter levantado essa preocupação em nota técnica enviada à ANP, a Agência acredita que o benefício de uma maior transparência supera os riscos de formação de cartel. De qualquer forma, se no futuro for comprovado que qualquer das medidas adotadas por meio desta resolução cause prejuízos à concorrência ou ao consumidor, a ANP não exitará em revisá-la.
Essa resolução, ao reduzir a assimetria de informações no processo de precificação dos derivados do petróleo, facilitará a adoção perene de uma política de preços que atraia investimentos e remunere o capital investido no setor. O conjunto dos seus resultados, apesar de contrariar interesses no curto prazo, vai beneficiar no longo prazo a Petrobras, a indústria brasileira de combustíveis fósseis e renováveis e, especialmente, a sociedade e o consumidor brasileiros.
DÉCIO ODDONE – Diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis


segunda-feira, 23 de julho de 2018

Gás de cozinha tem queda de quase 9% em Campo Grande, aponta ANP


Gasolina, etanol e diesel também ficaram mais baratos


Preços do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de botijão, recuaram 8,63% no intervalo de quatro semanas em Campo Grande, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O custo médio do gás de cozinha ficou em R$ 69,94 na semana passada, frente a R$ 76,55 na última semana de junho. 
Ainda conforme o levantamento da ANP, o etanol teve redução de 4,19% no valor médio comercializado na Capital sul-mato-grossense, saindo de R$ 3,217, na semana de 24 a 30 de junho, para R$ 3,134 na semana encerrada no dia 21 deste mês.

Para a gasolina, o recuo foi ligeiramente menor (-3,83%), porém o consumidor campo-grandense encerrou a semana passada encontrando o litro do combustível por R$ 4,138. Quatro semanas atrás, o preço médio estava por R$ 4,303.
No caso do óleo diesel, o preço médio apurado pela ANP nos postos de Campo Grande foi de R$ 3,430 na semana passada, o que representa redução de 1,58% em quatro semanas (o valor comercializado no fim de junho estava em R$ 3,485).
Estado

Em Mato Grosso do Sul, o preço do gás de botijão apresentou recuo de 4,80% em quatro semanas, passando de R$ 76,40 para R$ 72,72 nos pontos de venda do Estado, conforme a ANP.
Em relação aos demais combustíveis,  o etanol foi o que apresentou maior percentual de queda no mesmo período pesquisado. O custo médio do derivado de cana ficou em R$ 3,228 o litro na semana passada, frente a R$ 3,351 na última semana de junho. 
Quanto à gasolina, a redução foi de 2,82% e o litro do combustível passou de R$ 4,390, na semana de 24 a 30 de junho, para R$ 4,266, na semana encerrada no dia 21 deste mês. 
O diesel também teve pequena redução no Estado (-1,59%) e fechou a semana passada custando, em média, R$ 3,474. Quatro semanas atrás, a média de preço do combustível estava em R$ 3,530 em Mato Grosso do Sul. 


quarta-feira, 18 de julho de 2018

Preço do botijão de gás deve ser mantido no Grande ABC



Fonte: O Diário do Grande ABC


Mesmo com a expectativa de redução de R$ 0,23 no preço do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) em todo o Estado, o consumidor não deve sentir impactos no preço final do botijão de gás, pelo menos por enquanto. De acordo com a Asmirg-BR (Associação Brasileira dos Revendedores de GLP), os comércios responsáveis pelas vendas diretas ao consumidor ainda não receberam este desconto.
A redução diz respeito a tabela publicada na última semana pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) do Ministério da Fazenda e que integra o ato Cotepe (Comissão Técnica Permanente). A medida visa harmonizar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no território nacional e conta com representantes de todos os Estados. A redução não é a mesma para todo o País, já que em Minas Gerais, por exemplo, o valor foi fixado em R$ 0,49 a mais.
Segundo comentou o presidente da Asmirg-BR, Alexandre José Borjaili, até o fechamento desta edição nenhuma revenda tinha sido informada da redução, mesmo com a publicação do ato na última sexta-feira. “Nos Estados em que houve aumento, isso já foi repassado para os revendedores. O gás de cozinha é uma pauta de interesse nacional, mas seu tratamento está longe de ser como um produto de utilidade pública. É necessária uma fiscalização maior nesta questão. O preço do mercado é livre, mas não é justo neste caso ele nem chegar até o consumidor”, disse.
De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo), o preço do botijão de gás de 13 quilos já é encontrado por até R$ 85 na região (veja mais na tabela acima), o que representa R$ 5 a mais do que no fim de junho. Conforme reportagem publicada pelo Diário no último mês, o preço máximo do produto chegava a R$ 80 em São Caetano.
O presidente do Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Natural Liquefeito), Sergio Bandeira de Mello, destacou que toda a redução, inclusive a do ICMS, deve chegar às empresas, porém sem determinar quando. Ele também destacou que o preço das refinarias não é a única variável que define o valor final do produto repassado ao consumidor, que também pode incluir outros gastos. “É de se esperar que as empresas repassem estes valores com certa rapidez. Mas é importante entender que ele (valor na refinaria) é apenas um dos componentes dos preços e que há outras pressões do mercado que podem ajudar a cair os preços, ou, por vezes, chegam a neutralizar estes efeitos.”
Atualmente, o valor do botijão na região chega a variar em até R$ 30. O preço mais barato é R$ 55, em Mauá – cidade que tem a menor média de preços, em R$ 58,68 –, e o mais caro, R$ 85, em São Caetano – maior preço médio de R$ 77,16 – ou seja, variação de 54,55%. Na semana de 2 a 8 de julho de 2017, o valor máximo encontrado para o gás de cozinha era de R$ 70, também em São Caetano, e o mínimo, de R$ 50, em São Bernardo. Ou seja, no período de um ano o aumento foi de pelo menos R$ 15 ou de 21,43%.


sexta-feira, 6 de julho de 2018

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Copagaz realiza doação de computadores para órgão ligado à escola Politécnica da USP

Copagaz realiza doação de computadores para órgão ligado à escola Politécnica da USP: Ação promove o acesso à inclusão digital a jovens de baixa renda que não tem acesso à informática; e ambiental, na medida em que garante que as máquinas serão destinadas de forma correta no

sábado, 21 de abril de 2018

terça-feira, 13 de março de 2018

Brasil deve investir em inovação para ser competitivo


Inovação e tecnologia são fatores essenciais para um país que deseja ser competitivo. A afirmação é do economista e diretor do Columbia Global Center Rio de Janeiro, Thomas Trebat. Em seminário na FIRJAN, ele analisou o ambiente de negócios brasileiro em comparação com as economias mais competitivas do mundo.

Segundo Trebat, desde 2012 o Brasil vem caindo de posições no Ranking de Competitividade do Fórum Econômico Mundial. Antes na 48ª colocação, hoje o país encontra-se em 80º lugar. “Instituições fracas, infraestrutura deficiente, burocracia, saúde e educação primária precárias explicam o resultado do Brasil no ranking”, apontou.
Ainda assim, o economista acredita que as soluções para melhoria desse cenário são alcançáveis se o país investir em uma agenda direcionada à inovação e tecnologia. De acordo com ele, esse fator ganha um valor ainda maior ao se considerar a tendência global da chamada Indústria 4.0. Nesse movimento, tecnologias disruptivas estão criando novas oportunidades e aumentando a produtividade das empresas.
“O Brasil tem um sistema nacional de inovação construído com boas universidades, entidades de pesquisa, forte tendência do empreendedorismo, bancos de fomento e algumas políticas de incentivo. O problema é que a maioria desses fatores não está integrada, há grande burocracia e pouco planejamento de longo prazo”, ponderou Trebat.
“O Brasil tem um sistema nacional de inovação construído com boas universidades, entidades de pesquisa, bancos de fomento e algumas políticas de incentivo. O problema é que a maioria desses fatores não está integrada” | Foto: Vinicius Magalhães

Agenda de reformas

Outro ponto defendido por Trebat são reformas microeconômicas que melhorem o ambiente de negócios, como a tributária, em vista de simplificar o sistema brasileiro. Nesse sentido, o economista-chefe do Sistema FIRJAN, Guilherme Mercês, pontua como os demais países investiram nessa agenda para se reerguerem depois da crise de 2008.
Como exemplo, ele citou o México, que alterou sua legislação trabalhista em 2012. “No Brasil, só conseguimos uma reforma trabalhista no ano passado. Estamos muito atrasados nesse sentido”, afirma. Para ele, é urgente a necessidade das reformas da Previdência e Tributária: “Há mais de 20 anos a FIRJAN defende a realização de reformas no país”.
A palestra “Competitividade das economias latino-americanas: uma perspectiva global e lições para o Brasil” aconteceu em 9 de março. A iniciativa é mais uma ação do Programa Internacional de Educação do Instituto Euvaldo Lodi (IEL).


sábado, 2 de dezembro de 2017

Mulheres unidas no gás de cozinha.

A Paranaense Sandra Ruiz, 42 anos, presidente do Sinegas está entre as mulheres que são dirigentes sindicais, ela já assegura lugar numa galeria de mulheres, onde outrora somente homens transitavam.


Sandra, é figura fácil de ser encontrada nos eventos relacionados ao segmento. Fervorosa, ela luta com unhas e dentes pelas revendas de gás do Paraná. “Ruiz representa o avanço da mulher que agora ocupa o cargo Sindical nos estados, ela tem provado, (embora não precise) pra todos, que as mulheres podem sim e tem competência para guiar os rumos desta bandeira. “Nós que participamos de  toda esta veia sindical e ao mesmo tempo somos mães, esposas, chefes de família estamos muito felizes com esta luta. É a força da mulher pra mudar este mercado. “Parabéns , parabéns mulheres e parabéns Revenda de Gás.”, comenta.


Corajosa, ela tem enfrentado as dificuldades de um mercado de gás, onde a cada minuto se tem uma novidade, devido a nova política de preços da Petrobrás, onde o produto tem aumentado todo mês, e tendo ainda que conviver com uma concorrência, entre os revendedores, que nem  sempre é leal.


O triunfo de Ruiz é também uma vitória pessoal do presidente da Abragás
( Associação Brasileira de Entidades de Classe das Revendas de Gás LP)) José Luiz , já que Ruiz , além de presidente do Sinegas é também diretora  da instituição, que é ligada a Fecombustíveis, com sede no Rio de Janeiro. 






















quinta-feira, 23 de novembro de 2017

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

sábado, 2 de setembro de 2017

Gás de cozinha terá aumento de até R$ 10 em setembro

Jornal Gazeta

Um comunicado oficial já foi repassado pela Associação Brasileira de Revendedores de GLP (Asmirg) e o aumento no valor final do produto pode chegar a 20%. “É um acréscimo realmente muito grande. Hoje a média do valor do botijão de gás (de 13kg) na região é de R$ 55 e, portanto, a tendência é que possa ficar até R$ 10 mais caro. Como revendedores, nós somos obrigados a repassar este aumento”, assinala o presidente do Sindicato dos Revendedores do Estado de Santa Catarina (Sirgás), Fernando Bandeira.



Conforme estudo realizado pela Asmirg, o valor praticado atualmente na Região Carbonífera está dentro da média no Sul do Brasil entre R$ 40 e 78 no preço ao consumidor final. Quanto à data para que aconteça o aumento, Fernando, no entanto, salienta que ainda não está definida. “Pelo que estamos acostumados, deve ser ainda na primeira semana de setembro. Não deve passar muito disso”, aponta o presidente do sindicato.

De acordo com ele, há dois motivos para a elevação do preço do produto. “Um fato é uma determinação da própria Petrobras, que segundo informado por eles, houve uma consideração da atual cotação internacional do GLP (gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha), que teve aumento de 15%. Outro fato então é o dissídio da categoria, que ocorre todo mês de setembro e ficará em torno de 5%”, declara.

“Hoje nós já estamos trabalhando com os preços defasados. Se for analisar bem, o preço que praticamos hoje é o que deveria ser praticado três anos atrás. Não tem como manter assim. Se depois deste aumento mantivermos os valores, não teremos possibilidade de aguentar. Vamos ser obrigados a repassar este aumento”, sustenta o revendedor indica o empresário Carlos Alberto Pereira.


sábado, 26 de agosto de 2017

Botijão de gás vai ficar mais caro a partir de setembro

O preço do botijão de gás ficou 9,50% mais alto em 12 meses, de agosto de 2016 a julho de 2017, quase três vezes maior que a inflação calculada pela FGV IBRE no período, que ficou em 3,45%. O aumento passou de 0,19% em junho para 0,32% em julho, segundo dados do IPC Brasil, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE). E o consumidor já pode se preparar para outro aumento, de 9% a 10% no próximo mês, segundo as estimativas da   Associação Brasileira das Revendedoras de Gás LP (Abragás).

Isso acontecerá porque setembro é a data base da categoria, e haverá aumentos salariais de todos empregados de distribuidoras e revendedoras, além de o setor repassar o custo operacional represado durante o ano, como combustíveis, pneus e manutenção de veículos, etc.
O presidente da Associação Brasileira das Revendedoras de Gás LP (Abragás), afirma que o peso no bolso do consumidor é causado pela nova política
de preços da Petrobras:
— O aumento afeta as distribuidoras, que fazem o repasse para os revendedores, que reajustam o preço final. É um efeito em cascata.

O preço médio do botijão de gás no município do Rio de Janeiro é de R$ 52,45, segundo a pesquisa semanal realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor mínimo é de R$ 40,95, em Vigário Geral, na Zona Norte, e pode chagar a R$ 67, em Campo Grande, na Zona Oeste.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Copagaz divulga seu Inventário de Emissões de CO2

Copagaz divulga seu Inventário de Emissões de CO2: Relatório apontou redução de 2,2 % nas emissões em 2016, em comparação ao ano anterior relativo à tonelagem de GLP engarrafado. Investimentos feitos pela companhia em Tecnologia e

domingo, 30 de julho de 2017

Botijão de gás explode?

segunda-feira, 24 de julho de 2017

O consumidor


Todo indivíduo que faz parte de um sistema democrático tem à sua disposição um conjunto de garantias que visam proteger os seus direitos fundamentais. Para elucidação, podemos destacar os seguintes: proteção à vida e à saúde; direito à informação acertada e transparente sobre os produtos e serviços, assim como segurança contra os riscos resultantes de práticas perigosas ou nocivas; proteção contra publicidade enganosa e abusiva; reparação de danos; entre tantas outras.
A proteção ao consumidor existe, tendo em vista a sua vulnerabilidade perante as relações de consumo, e é dever do Estado. Diante dessa fragilidade do consumidor, existe a necessidade, em praticamente todos os mercados que conhecemos, de uma regulação específica que tutele e dê tratamento especializado ao consumidor.
As normas que regulam as relações de consumo de cada país têm suas características próprias, mas sempre se concentram no mesmo objetivo, qual seja: a adequada e devida proteção do consumidor perante a aquisição de produtos ou quando na contratação de serviços etc.
Dessa maneira, além das legislações internas vigentes de cada país, também
são norteadores da segurança e preservação dos direitos consumeristas as normas decorrentes de tratados ou mesmo convenções internacionais de que cada país seja signatário.
Portanto, em breve síntese, podemos determinar como consumidor stricto sensu toda pessoa física ou jurídica que seja destinatário final de produto ou serviço, ou seja, aquele que coloca fim na cadeia de produção. Nessa hipótese, temos um conceito de caráter econômico.
Cumpre destacar que dentro das normas consumeristas há necessidade de
consonância entre os interesses dos participantes da relação de consumo. Emnas relações, os fornecedores de produtos ou serviços também devem ter seus direitos respeitados, visto o princípio da boa-fé que sempre deve nortear o relacionamento para que haja razoabilidade e proporcionalidade no tratamento de ambos os sujeitos.
Isto posto, podemos indicar que, como regra geral, existem dois tipos de consumidores de Gás LP: os grandes consumidores industriais e aqueles específicos da esfera doméstica. Em ambos os casos existe a pretensão de receber o produto Gás LP na qualidade e quantidade adquirida pela qual estão pagando.
Os consumidores têm, ainda, o direito de receber as devidas informações sobre o modo correto e seguro de utilização do Gás LP, assim como ter direcionamento para os canais que possam esclarecer suas dúvidas e receber suas sugestões.
No entanto, para assegurar todos esses direitos, os consumidores também devem observar algumas responsabilidades. Como exemplo, podemos citar a obrigação de cuidar do equipamento, assim como cumprir com as instruções relativas à sua operação e segurança, da mesma forma que só deve utilizar o Gás LP fornecido em embalagem lacrada pelo distribuidor/envasador que detém direito sobre a marca estampada em alto-relevo no cilindro de Gás LP. Os consumidores devem também manter sua instalação dentro das diretrizes de operação e segurança, ou contratar companhia distribuidora, fornecedora de Gás LP, para desempenhar essa tarefa.
Diante do exposto, é inequívoco afirmar que o consumidor tem na marca estampada em alto-relevo um amparo insubstituível; e que qualquer tentativa de trocar isso por rótulos, lacres, adesivos soldados ou colados somente enfraquece a relação de consumo e funciona como oportunidade de escape de responsabilidade por parte do fornecedor. Este último poderá alegar desconhecer se o cilindro, mesmo de sua marca, foi envasado em suas instalações. Fica o consumidor sem direito de eleição e ganha o fornecedor um escapismo inaceitável, do ponto de vista do consumidor.

Benefícios que a marca traz ao consumidor

O setor Gás LP é um serviço de utilidade pública, talvez um dos serviços de

características mais homogêneas existentes. Em todos os países nos quais atua a AIGLP o serviço é prestado por empresas privadas, não sendo serviços concedidos, mas sim autorizados. Assim, podemos dizer que se trata de um serviço privado de utilidade pública. Notadamente, o serviço prestado pelos revendedores, distribuidores/envasadores atinge nível elevadíssimo.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Roubo de botijões de gás de cozinha aumenta no Rio de Janeiro




O aumento de roubo de botijões gás de cozinha na Baixada Fluminense, como em Duque de Caxias, tem preocupado o setor. O crime abastece a venda irregular do produto em várias localidades na cidade do Rio, como no Chapadão, Chacrinha, Turano, Fallet/Fogueteiro, Coroa, Mangueira, Complexo do Lins, Formiga, Cerro-Corá, Cantagalo, Pavão-Pavãozinho e São Gonçalo, região metropolitana do estado do Rio de Janeiro
“O setor já tem cobrado uma ação mais efetiva das autoridades policiais para coibir esses roubos, que movimentam milhares de reais. Quem se envolve nesse delito responde por crime contra a economia popular, contra a ordem econômica, formação de quadrilha e associação criminosa”, afirma o consultor de empresas do ramo, José Antônio Borges.
 Recentemente, agentes da Delegacia de Serviços Delegados (DDSD) prenderam, em Duque de Caxias, uma quadrilha formada por 70 pessoas que revendia gás roubado. Segundo a DDSD, a quadrilha era responsável pela venda de 50 mil botijões por mês.
 Para não compactuar com os criminosos que roubam gás, a orientação é o consumidor evitar a compra do produto em revendedoras suspeitas.
“As pessoas precisam verificar alguns cuidados para não comprar gás proveniente de roubos a caminhões. Entres essas precauções, importante é pedir a nota fiscal ao revendedor e o endereço do depósito. Outro cuidado é suspeitar do valor bem inferior ao praticado no mercado de gás”, orienta o consultor José Antônio Borges.
Ele também orienta o consumidor a verificar se o gás é de qualidade. “A chama precisa ser azul. Caso a mesma seja avermelhada, o produto pode estar adulterado”, recomenda. 

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Antônio Figueiredo