terça-feira, 24 de novembro de 2020
domingo, 26 de maio de 2019
Estão jogando o mercado no lixo, o segmento está sem caminho e ninguém está ganhando dinheiro
Hoje
uma das grandes dificuldades que vivemos para gerir as nossas
empresas, é como escolher um bom fornecedor, já que ele é um dos
nossos parceiros fundamentais no nosso dia a dia . Uma escolha feita
sem uma avaliação, sem critério de qualidade, pode arruinar anos
de investimentos, assim como manchar uma imagem construída com
muitos anos de luta perante os clientes. Sendo assim, observar as
mudanças do mercado, buscando os melhores preços e de maneira
atenta, faz a diferença para quase todo negócio, menos para o
mercado do gás de cozinha.
O Sebrae, em seu site, recomenda que as empresas sempre criem um cadastro com mais de um fornecedor,, para que não haja a dependência e o risco de desabastecimento.
Segundo o site, é importante lembrar que os fornecedores devem suprir as necessidades inerentes ao negócio, minimizando os estoques e atendendo suas solicitações nos prazos estabelecidos.
Vivendo a contradição
A resolução ANP de Nº 51 de 30.11.2016, traz em seu artigo de nº10 diz que o revendedor de GLP vinculado deverá adquirir recipientes transportáveis de GLP cheios, em conformidade com os regulamentos técnicos do Inmetro, de:
I - um único distribuidor de GLP, autorizado pela ANP, do qual exiba a marca comercial; e/ou
II - outro revendedor de GLP vinculado, autorizado pela ANP, que optou por exibir marca comercial do mesmo distribuidor de GLP.
Olha aí o Problema
Tendo o revendedor de gás de cozinha um único fornecedor por força de uma resolução, ele se torna um refém daquele que deveria ajudá-lo. Refém sim, pois o segmento é quase perfeito da distribuidora para cima, já que grandes partes dos agentes de mercado ainda não se reconhecem como empresários, já que é tudo muito confuso, pois temos (vendedor vinculado) um único fornecedor que pratica preços diferenciados, para agentes diferentes do mesmo produto.
Quem vive ou sobrevive no meio; Classe I, Classe II e Classe III, sabe o que é um revendedor atacadista, e muitas das vezes até alimenta, ajuda na busca louca, que ele atacadista, tem para fazer volumes de vendas, já que ele quase sempre possui um preço mais em conta que as distribuidoras. Não sabemos como, mas sabemos que quase sempre ele abastece o revendedor e também o mercado clandestino, embora isso não seja exclusividade de atacadista.
O Mercado está doente, o segmento está sem caminho e ninguém está ganhando dinheiro, e vem dizer que estou mentindo? Quando a Petrobrás aumenta o produto, rapidamente as revendas recebem a notificação do aumento, mas quando ela reduz a distribuidora argumenta que está repondo as perdas, e o gás não abaixa.
A escolha dos fornecedores pode interferir diretamente na sustentabilidade de uma empresa e na sua posição de mercado. Com tamanho peso em todo o funcionamento de um negócio, a gestão de compras exige cuidados a serem tomados desde a cotação de preço.
Estamos aceitando as regras impostas, mesmo estando excluídos do jogo, e fica a pergunta, o seu sindicato esta lhe representando? Você tem contribuído para fortalecer o seu sindicato? Qual a contribuição que você tem dado para melhorar o mercado?
O revendedor autorizado é um jovem que vai completar 16 anos, mas precisa agir como adulto e enfrentar os problemas que assolam os seus caminhos, pois O OPRESSOR , JAMAIS CONSEGUIRIA OPRIMIR, SENÃO TIVESSE AJUDA DO OPRIMIDO. Autor : José Antônio Borges ( IJ ASSESSORIA)
O Sebrae, em seu site, recomenda que as empresas sempre criem um cadastro com mais de um fornecedor,, para que não haja a dependência e o risco de desabastecimento.
Segundo o site, é importante lembrar que os fornecedores devem suprir as necessidades inerentes ao negócio, minimizando os estoques e atendendo suas solicitações nos prazos estabelecidos.
Vivendo a contradição
A resolução ANP de Nº 51 de 30.11.2016, traz em seu artigo de nº10 diz que o revendedor de GLP vinculado deverá adquirir recipientes transportáveis de GLP cheios, em conformidade com os regulamentos técnicos do Inmetro, de:
I - um único distribuidor de GLP, autorizado pela ANP, do qual exiba a marca comercial; e/ou
II - outro revendedor de GLP vinculado, autorizado pela ANP, que optou por exibir marca comercial do mesmo distribuidor de GLP.
Olha aí o Problema
Tendo o revendedor de gás de cozinha um único fornecedor por força de uma resolução, ele se torna um refém daquele que deveria ajudá-lo. Refém sim, pois o segmento é quase perfeito da distribuidora para cima, já que grandes partes dos agentes de mercado ainda não se reconhecem como empresários, já que é tudo muito confuso, pois temos (vendedor vinculado) um único fornecedor que pratica preços diferenciados, para agentes diferentes do mesmo produto.
Quem vive ou sobrevive no meio; Classe I, Classe II e Classe III, sabe o que é um revendedor atacadista, e muitas das vezes até alimenta, ajuda na busca louca, que ele atacadista, tem para fazer volumes de vendas, já que ele quase sempre possui um preço mais em conta que as distribuidoras. Não sabemos como, mas sabemos que quase sempre ele abastece o revendedor e também o mercado clandestino, embora isso não seja exclusividade de atacadista.
O Mercado está doente, o segmento está sem caminho e ninguém está ganhando dinheiro, e vem dizer que estou mentindo? Quando a Petrobrás aumenta o produto, rapidamente as revendas recebem a notificação do aumento, mas quando ela reduz a distribuidora argumenta que está repondo as perdas, e o gás não abaixa.
A escolha dos fornecedores pode interferir diretamente na sustentabilidade de uma empresa e na sua posição de mercado. Com tamanho peso em todo o funcionamento de um negócio, a gestão de compras exige cuidados a serem tomados desde a cotação de preço.
Estamos aceitando as regras impostas, mesmo estando excluídos do jogo, e fica a pergunta, o seu sindicato esta lhe representando? Você tem contribuído para fortalecer o seu sindicato? Qual a contribuição que você tem dado para melhorar o mercado?
O revendedor autorizado é um jovem que vai completar 16 anos, mas precisa agir como adulto e enfrentar os problemas que assolam os seus caminhos, pois O OPRESSOR , JAMAIS CONSEGUIRIA OPRIMIR, SENÃO TIVESSE AJUDA DO OPRIMIDO. Autor : José Antônio Borges ( IJ ASSESSORIA)
terça-feira, 28 de agosto de 2018
A concorrência e a importância da marca
Alguns mitos envolvendo o mercado de distribuição
de combustíveis no Brasil precisam ser esclarecidos
Adriano Pires, O Estado de S.Paulo
25
Agosto 2018 | 04h00
A marca no setor de
combustíveis tem um papel importante na escolha do consumidor. Isso porque os
combustíveis têm características específicas cuja percepção não é evidente,
sobretudo nos quesitos qualidade e segurança. Ou seja, o consumidor não tem
condições de julgar e escolher por mera inspeção nem a qualidade nem a segurança
do produto.
Com isso, na
conquista do mercado, as empresas detentoras de marca precisam ganhar a
confiança do consumidor. Isso requer investimentos sistemáticos em logística,
segurança, desenvolvimento de produtos e qualidade de serviços, que levam o
consumidor a associar o desempenho – intimamente ligado à necessidade de também
atender aos novos requerimentos de consumo e à revolução tecnológica dos novos
motores – à marca.
A ausência de
proteção à marca viabiliza que outras empresas se insiram no segmento sem
esforços na garantia de segurança e qualidade, conquistando fatias de mercado
indevidamente e desestimulando a continuidade dos investimentos.
Consequentemente, o consumidor perderá a referência de boas marcas e terá menos
elementos de decisão na compra dos combustíveis como gasolina, diesel, etanol e
GLP.
É totalmente
equivocada a ideia de que a proteção à marca no mercado de distribuição de combustíveis
seria anticoncorrencial. Ao contrário, há estudos que comprovam o aumento da
concorrência em mercados onde existem marcas consolidadas, por meio da
rivalidade entre elas. O mercado de distribuição de combustíveis no Brasil tem
sido apresentado ao consumidor, de maneira estigmatizada, como concentrado e,
portanto, com tendência à prática de cartel. Por isso alguns mitos precisam ser
esclarecidos.
A dita concentração
de mercado se refere ao conceito de oligopólio, que consiste na estrutura de
mercado com poucas empresas em atuação. No Brasil, a distribuição de gasolina,
diesel e etanol conta com mais de 200 distribuidoras e a do GLP, com 19, com
forte concorrência regional. A existência de um número reduzido de empresas em
dado segmento não é sinônimo de cartel e, como mostram os números, este não é o
caso da distribuição de combustíveis.
À vista disso, cabe
mais um esclarecimento: cartel é uma prática de mercado na qual as empresas
concorrentes combinam a fixação de preços, quantidades, divisão de mercados,
entre outras ações lesivas ao consumidor. Também configura uma conduta
anticoncorrencial a prática da horizontalização. Portanto, práticas
anticoncorrenciais, quando constatadas, devem ser reprimidas pela autoridade
competente, que no caso do Brasil é o Conselho Administrativo de Defesa
Econômica (Cade). A literatura e a prática de mercado mostram que a mera
constatação de preços idênticos não é, isoladamente, indício suficiente da
existência de cartel. São necessários, além de dados econômicos, indícios
factuais de que há ou houve algum tipo de acordo ou coordenação entre os
empresários do setor para aumentar ou combinar o preço dos produtos ou serviços
ofertados.
Como os combustíveis
são homogêneos e a sua qualidade não é palpável no ato da compra, a manutenção
de uma rede exclusiva de revendedores é um instrumento que as distribuidoras
dispõem para preservar sua marca. Com a venda na rede de representantes de sua
marca comercial, o distribuidor distingue o seu produto e assegura a oferta e a
qualidade ao consumidor. A proliferação de revendedores independentes e
multibandeiras amplia a concorrência e a possibilidade de escolha do consumidor
sobre variáveis competitivas como preço e qualidade. Ou seja, o grande
favorecido da existência de postos revendedores de marcas nacionais ou
regionais e daqueles com marca local ou própria é o consumidor, que, além do
arbítrio, dispõe da regulação e da fiscalização da Agência Nacional do
Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na revenda, o País conta com 45
mil postos de gasolina, diesel e etanol e com 69 mil revendedores de GLP.
A força motriz do
regime de mercado é a liberdade de escolha dos clientes e consumidores. É essa
capacidade de livre escolha que impulsiona a competição entre as marcas e as
multibandeiras.
DIRETOR DO CENTRO BRASILEIRO DE INFRAESTRUTURA
(CBIE)
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
A nova realidade do setor de petróleo e gás natural e o preço dos combustíveis
Resolução da ANP facilitará adoção de
uma política de preços que atraia investimentos e remunere o capital investido
no setor
Plataforma P-48, operador. Foto: Arquivo ANP
PARCERIA DE CONTEÚDO
Espaço voltado à análise e proposição de soluções
para os sistemas de regulação do país e seu respectivo impacto para o
desenvolvimento socioeconômico do Brasil. Profissionais de diversas áreas –órgãos
públicos reguladores, agentes privados regulados e do meio acadêmico–
produzirão conteúdo para a página.
Nos últimos tempos o setor de
petróleo e gás natural vem mudando no Brasil. Trata-se da maior transformação
desde a criação da Petrobras, em 1953, complementando o processo iniciado em
1997 com o fim do monopólio legal da Petrobras e com a criação da Agência
Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Nesse novo cenário,
a ANP tem operado com autonomia, cumprindo as suas funções legais de contratar
em nome do Estado, regular e fiscalizar o setor. A Petrobras tem um objetivo,
legítimo, de maximizar o valor para o seu acionista, sem interferência do
governo, mas ainda mantém uma posição de dominância no abastecimento de
derivados de petróleo, no setor de gás natural e na produção de petróleo em
campos maduros. Por outro lado, na distribuição de combustíveis e de gás de
cozinha (GLP), poucas empresas controlam uma parcela relevante do mercado.
Atento a esse quadro, o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) tem
sido ativo na avaliação de aquisições que poderiam aumentar a concentração no
setor, tendo inclusive barrado algumas delas.
As mudanças têm reflexos na produção
de petróleo e gás natural, na arrecadação, na geração de empregos e no mercado
de combustíveis, mas não foram ainda bem compreendidas pelo público em geral. A
Petrobras passou a se comportar como uma companhia de capital aberto, com ações
negociadas em bolsas de valores no Brasil e no exterior, respondendo aos interesses
dos seus acionistas, brasileiros e estrangeiros. Embora sob controle estatal, e
mantendo algumas vantagens em função disso, não atua mais como um braço do
Estado ou do governo na implantação de políticas ditadas pelo poder executivo.
Agora os membros da sua diretoria e conselho de administração agem com
independência.
Nesse novo ambiente, em que a
Petrobras busca maximizar os seus lucros, a empresa não deve poder exercer um
monopólio de fato no setor de refino, manter a posição dominante no setor de
gás natural e continuar operando campos de petróleo em bacias maduras sem
investir os recursos necessários para garantir o melhor aproveitamento das suas
reservas, como determinado nos contratos de concessão.
A Petrobras decidiu concentrar seus
investimentos no pré-sal, onde estão alguns dos seus ativos mais rentáveis.
Nada é mais certo. Como resultado, a produção nessa nova província tem crescido
rapidamente, 722% desde 2012. No entanto, a produção de petróleo na Bacia de
Campos caiu 38% nesse mesmo período. Nas bacias terrestres, particularmente no
Nordeste, reduziu-se em 35%. Na porção marítima da Bacia de Sergipe/Alagoas a
queda foi de 62%. O número de poços exploratórios diminuiu 89%; o de poços de
desenvolvimento, 70%. As consequências foram uma queda na arrecadação, na
atividade e no nível de emprego no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em
estados do Nordeste.
A Petrobras domina a produção, a
importação, a logística e a comercialização de gás natural. Esse grau de
concentração e a falta de investimentos são duas das razões pelas quais temos
um mercado de gás tão pouco desenvolvido no Brasil.
Ainda assim, as tentativas da
Petrobras de vender ativos no setor de gás natural, campos maduros nos quais
não tem mais interesse em investir e participações em refinarias enfrentam
resistências e dificuldades. A ANP tem o dever de dar transparência a essa
situação e de atuar em defesa dos interesses da União e dos consumidores. Já
solicitou ao CADE que avalie a questão do refino. Está trabalhando para,
em setembro, definir medidas que possa adotar nas áreas de gás natural e de
campos maduros, além de outras que devam ser objeto de recomendação ao CADE ou
ao CNPE (Conselho Nacional de Política Energética).
Para que a indústria local de
combustíveis seja bem-sucedida e para que o Brasil possa atrair os
investimentos necessários para aumentar a produção e diminuir a dependência
externa, os preços devem ser livres, seguindo o mercado internacional, mas
estabelecidos em um ambiente em que haja transparência e competição.
Como informado em relatórios
divulgados ao mercado, os preços praticados pela Petrobras consideram os
valores internacionais dos derivados de petróleo e o câmbio, além dos custos
para importação e de uma margem. Ao mesmo tempo em que a companhia pratica
preços acima da paridade internacional, a divulgação é feita de forma
incompleta. Só são anunciados, por exemplo, os valores da gasolina e do diesel
resultantes da aplicação da média aritmética dos preços praticados nos
diferentes pontos de entrega no território nacional, sem considerar os volumes
vendidos em cada local. Assim, não é por acaso que o consumidor tem
dificuldades em relacionar as variações dos preços nas refinarias aos
praticados nas bombas dos postos de gasolina e há reclamações dos seus
concorrentes quanto ao impacto dessa forma de comunicação no livre mercado.
É sabido que em setores em que há
baixa concorrência as empresas tendem a se valer de sua posição privilegiada
para maximizar suas riquezas, sem se preocupar em expor espontaneamente aos
demais agentes e aos consumidores as informações especiais que possuem. De
forma a mitigar essa falha, cabe ao regulador buscar corrigir essa assimetria
informacional, facilitando a compreensão da sociedade sobre o setor, aumentando
o acesso aos dados, e fornecendo a ela a ferramenta do conhecimento,
instrumento fundamental na busca da liberdade de escolha.
O setor de combustíveis não deve
continuar funcionando da forma que operava quando a Petrobras não tinha a
autonomia que tem agora e a formação de preços não acompanhava as variações
internacionais. Esse novo quadro precisa ser acompanhado de medidas para
favorecer a transparência e a competição. Como a aceitação pela sociedade da
política de precificação dos combustíveis é fundamental para garantir o
ambiente de estabilidade social necessário para a atração de investimentos, é
importante lembrar que a literatura registra que o consumidor aceita melhor as
variações de preço quando há transparência na sua formação.
Apesar do monopólio da Petrobras ter
sido formalmente extinto em 1997, os preços dos derivados só foram liberados em
01 de janeiro de 2002. Naquele ano, como neste, houve uma eleição presidencial
e o câmbio subiu muito. O mesmo ocorreu com o petróleo. Ao avaliar a evolução
dos preços ao longo desses últimos 16 anos percebemos que na maior parte do
tempo eles não estiveram alinhados ao mercado internacional. Em função da crise
que se abateu sobre a Petrobras, é facilmente lembrado que os preços estiveram
abaixo dos internacionais entre 2011 e 2014, o que impôs perdas severas à
empresa, inviabilizou o refino privado no Brasil e prejudicou a importante
indústria nacional de biocombustíveis. Mas não se menciona com frequência que
durante alguns períodos os preços estiveram acima dos praticados nos mercados
internacionais. Particularmente entre 2008 e 2009 e entre 2014 e 2016,
justamente quando o país atravessou as duas últimas recessões. Embora
algumas conclusões pareçam óbvias, estudos econométricos são necessários para
avaliar o impacto do desalinhamento dos preços na indústria de combustíveis
fósseis e de biocombustíveis e no setor produtivo como um todo, especialmente
quanto ao impacto na sua competitividade internacional e na sua inserção nas cadeias
produtivas globais.
Ao longo desse período, a Petrobras,
na sua condição de monopolista de fato, não foi capaz de atender a demanda
nacional. As importações de derivados cresceram, ao mesmo tempo em que a
exportação de petróleo aumentou. Exportações que vão continuar subindo, pois a
produção deve saltar dos atuais 2,7 milhões de barris por dia para 5,5 milhões
em 2027. A importação de derivados também deve se elevar como consequência da
esperada volta do crescimento econômico. Se o Brasil não praticar uma política
de preços que reflita as variações dos preços internacionais e do câmbio, não
terá investimentos para incrementar a produção de combustíveis, sejam fósseis
ou renováveis, aumentando a dependência de importações, diminuindo a eficiência
do programa Renovabio (que busca incentivar o consumo de etanol e biodiesel) e
prejudicando o cumprimento das metas de redução de emissões.
O recente episódio da greve dos
caminhoneiros mostrou as consequências para o setor e para o país de uma
política de reajustes de combustíveis que não tem a legitimidade trazida pela
transparência e fica sob questionamento da sociedade. Assim, enquanto a desejada
diversidade de agentes e a competição plena ainda não estiverem presentes em
todos os elos da cadeia, a indústria precisa encontrar formas de conquistar a
legitimidade necessária para praticar uma política de preços adequada. Isso só
será possível através do aumento da competição resultante da adoção de uma
maior abertura na formação e na divulgação dos preços. Sem um melhor nível de
transparência o país não terá um mercado estável, imune a protestos sociais ou
a intervenções governamentais. Continuará tendo um mercado vulnerável a ações
indesejada de agentes dominantes em busca de preços acima dos que seriam
obtidos em um ambiente diversificado, aberto e competitivo.
Assim, em função do mercado
brasileiro de combustíveis ainda não ser suficientemente diversificado, a ANP
colocou em consulta e audiência públicas uma resolução que tem como objetivo
ampliar a transparência na formação e divulgação dos preços dos derivados de
petróleo e gás natural. Essa medida visa promover a livre concorrência e proteger
os interesses dos consumidores. A versão final, que pode incorporar ajustes
após a avaliação das sugestões recebidas, deve ser publicada até outubro.
Os estudos que indicaram a
necessidade dessa medida foram conduzidos em continuidade aos resultados da Tomada
Pública de Contribuições (TPC), realizada entre junho e julho, que demonstrou
que deveriam ser aprofundados estudos visando à elaboração de resolução
estabelecendo mecanismos de aumento da transparência na formação dos preços dos
combustíveis.
Essa minuta de resolução inclui
medidas aplicáveis a todos os elos da cadeia de derivados de petróleo, gás
natural e biocombustíveis: produção, importação, distribuição e revenda. No
caso dos produtores e importadores que detêm uma participação de mercado superior
a 20% em uma macrorregião política do País, a fórmula utilizada para
precificação do produto correspondente, bem como o preço resultante, para cada
um dos produtos à venda, em cada ponto de entrega, deverão ser publicados nos
seus próprios sites na internet. As informações deverão ser publicadas somente
no ato do reajuste do preço ou da alteração dos parâmetros da fórmula. A ANP
publicará as mesmas informações em seu portal na internet.
Como a produção local não é
suficiente para atender a demanda por derivados de petróleo, os preços são
baseados na paridade de importação, ou seja, no custo de comprá-los no mercado
internacional e interná-los no país. A fórmula informada deve representar a
soma do preço internacional (obtido através da referência escolhida pelo
produtor ou importador) com os custos de internação e com a margem necessária
para viabilizar a importação dos volumes não produzidos nas refinarias
nacionais. Existem diferentes referências internacionais para cada produto. Nos
mercados líquidos, como os dos Estados Unidos, os preços praticados são
conhecidos e divulgados diariamente em cada ponto de venda. Esses preços é que
estabelecem as margens de lucro dos refinadores americanos, que adquirem
petróleo em condições de mercado e incorrem em custos operacionais. Os custos
de internação no Brasil e o preço final do produto importado estão incluídos
nas notas fiscais. Os preços praticados em cada ponto de entrega são conhecidos
pelos agentes envolvidos, mas não são divulgados de forma organizada porque não
existe previsão para isso na regulação brasileira.
Essa resolução trata justamente de
trazer essa transparência, reduzindo a assimetria de informações. Não de abrir
as margens das refinarias que operam no Brasil que, como no caso americano, são
dadas pela diferença entre o faturamento obtido aos preços de referência
escolhidos e os custos de aquisição de petróleo, de logística e de refino, que
são, e permanecerão sendo, informações confidenciais das empresas. Não abre,
portanto, as margens das refinarias, como poderia parecer em uma avaliação
superficial. Da mesma forma que não são públicas as margens das refinarias
americanas, que também vendem derivados com base em preços de referência. A
resolução, além disso, antecipa condições a serem aplicadas aos mercados
regionais no momento em que a Petrobras avançar no processo de desinvestimento
de participações em refinarias e, ao dar clareza e diminuir o grau de incerteza
quanto à sistemática de precificação dos derivados, aumenta a atratividade do
setor de refino para novos entrantes, facilitando o processo de venda e a
atração de investimentos.
Os demais produtores e importadores
de derivados de petróleo e biocombustíveis deverão informar à ANP o preço e
todos os componentes da fórmula de preço adotada, por produto e ponto de
entrega, sempre que houver reajuste de preços ou alteração nos parâmetros da
fórmula. Somente os preços médios finais praticados, com uma defasagem mínima
de 30 dias, serão divulgados. Com isso, a chance de conluio por partes dos agentes
fica limitada.
Nos contratos de fornecimento de
derivados de petróleo em que se exige homologação prévia da ANP, caso, por
exemplo, dos acordos entre produtores e distribuidores, será obrigatória a
inclusão de fórmula de preços, com todas as parcelas definidas de forma clara,
objetiva e passível de cálculo prévio pelas empresas envolvidas. A exemplo do
que será informado pelos produtores e importadores, a referência adotada deverá
ser largamente utilizada e possuir cotações de fácil acesso. Além disso, o
preço praticado não poderá divergir do calculado mediante a fórmula prevista em
contrato. Com isso, a possibilidade de abuso de poder econômico por parte de
qualquer agente dominante fica reduzida.
Por sua vez, os importadores e
distribuidores de derivados de petróleo e biocombustíveis deverão acrescentar
os preços de venda às informações já encaminhadas mensalmente à Agência por
meio eletrônico. Essas informações serão publicadas no portal da ANP na
internet com defasagem de pelo menos 30 dias. O que se requer é apenas que os
dados de preço de venda sejam incorporados às informações já prestadas. Não
havendo geração de demanda adicional excessiva, nem aumento da burocracia. Os
benefícios, nesse caso, suplantam os custos administrativos.
Com o objetivo de desenvolver um
ambiente organizado para a comercialização de gás natural, a ANP promoverá a
elaboração de contratos padronizados de compra e venda, em processo que contará
com a participação dos agentes da indústria e por meio de consulta e audiência
públicas. A intenção é que esses contratos possam ser negociados em bolsa no
futuro. Os preços praticados nos mercados organizados de gás natural serão
publicados mensalmente.
Os revendedores varejistas de
combustíveis líquidos e de GLP deverão incluir os preços atualizados no sistema
Infopreço. Um aplicativo de celular que será desenvolvido pela ANP trará os
preços praticados pelos revendedores, bem como a sua localização. Mais à frente
deverão ser adicionadas informações ainda a serem definidas sobre a qualidade
dos combustíveis. Apesar de existir literatura indicando que a divulgação
instantânea dos preços praticados na revenda pode facilitar uma ação coordenada
dos revendedores em prejuízo do consumidor, e do CADE ter levantado essa
preocupação em nota técnica enviada à ANP, a Agência acredita que o benefício
de uma maior transparência supera os riscos de formação de cartel. De qualquer
forma, se no futuro for comprovado que qualquer das medidas adotadas por meio
desta resolução cause prejuízos à concorrência ou ao consumidor, a ANP não
exitará em revisá-la.
Essa resolução, ao reduzir a
assimetria de informações no processo de precificação dos derivados do
petróleo, facilitará a adoção perene de uma política de preços que atraia
investimentos e remunere o capital investido no setor. O conjunto dos seus
resultados, apesar de contrariar interesses no curto prazo, vai beneficiar no
longo prazo a Petrobras, a indústria brasileira de combustíveis fósseis e
renováveis e, especialmente, a sociedade e o consumidor brasileiros.
DÉCIO ODDONE –
Diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
segunda-feira, 23 de julho de 2018
Gás de cozinha tem queda de quase 9% em Campo Grande, aponta ANP
Gasolina, etanol e
diesel também ficaram mais baratos
Preços do gás liquefeito de
petróleo (GLP), o gás de botijão, recuaram 8,63% no intervalo de quatro semanas
em Campo Grande, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo,
Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O custo médio do gás de cozinha ficou em
R$ 69,94 na semana passada, frente a R$ 76,55 na última semana de junho.
Ainda conforme o levantamento
da ANP, o etanol teve redução de 4,19% no valor médio comercializado na Capital
sul-mato-grossense, saindo de R$ 3,217, na semana de 24 a 30 de junho, para R$
3,134 na semana encerrada no dia 21 deste mês.
Para a gasolina, o recuo foi ligeiramente menor (-3,83%), porém o consumidor campo-grandense encerrou a semana passada encontrando o litro do combustível por R$ 4,138. Quatro semanas atrás, o preço médio estava por R$ 4,303.
Para a gasolina, o recuo foi ligeiramente menor (-3,83%), porém o consumidor campo-grandense encerrou a semana passada encontrando o litro do combustível por R$ 4,138. Quatro semanas atrás, o preço médio estava por R$ 4,303.
No caso do óleo diesel, o
preço médio apurado pela ANP nos postos de Campo Grande foi de R$ 3,430 na
semana passada, o que representa redução de 1,58% em quatro semanas (o valor
comercializado no fim de junho estava em R$ 3,485).
Estado
Em Mato Grosso do Sul, o preço do gás de botijão apresentou recuo de 4,80% em quatro semanas, passando de R$ 76,40 para R$ 72,72 nos pontos de venda do Estado, conforme a ANP.
Em relação aos demais
combustíveis, o etanol foi o que apresentou maior percentual de queda no
mesmo período pesquisado. O custo médio do derivado de cana ficou em R$ 3,228 o
litro na semana passada, frente a R$ 3,351 na última semana de junho.
Quanto à gasolina, a
redução foi de 2,82% e o litro do combustível passou de R$ 4,390, na semana de
24 a 30 de junho, para R$ 4,266, na semana encerrada no dia 21 deste mês.
O diesel também teve
pequena redução no Estado (-1,59%) e fechou a semana passada custando, em
média, R$ 3,474. Quatro semanas atrás, a média de preço do combustível estava
em R$ 3,530 em Mato Grosso do Sul.
quarta-feira, 18 de julho de 2018
Preço do botijão de gás deve ser mantido no Grande ABC
Fonte: O Diário do
Grande ABC
Mesmo com a expectativa de redução de R$ 0,23 no
preço do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) em todo o Estado, o consumidor não
deve sentir impactos no preço final do botijão de gás, pelo menos por enquanto.
De acordo com a Asmirg-BR (Associação Brasileira dos Revendedores de GLP), os
comércios responsáveis pelas vendas diretas ao consumidor ainda não receberam
este desconto.
A redução diz respeito a tabela publicada na última
semana pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) do Ministério da
Fazenda e que integra o ato Cotepe (Comissão Técnica Permanente). A medida visa
harmonizar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no
território nacional e conta com representantes de todos os Estados. A redução
não é a mesma para todo o País, já que em Minas Gerais, por exemplo, o valor
foi fixado em R$ 0,49 a mais.
Segundo comentou o presidente da Asmirg-BR,
Alexandre José Borjaili, até o fechamento desta edição nenhuma revenda tinha
sido informada da redução, mesmo com a publicação do ato na última sexta-feira.
“Nos Estados em que houve aumento, isso já foi repassado para os revendedores.
O gás de cozinha é uma pauta de interesse nacional, mas seu tratamento está longe
de ser como um produto de utilidade pública. É necessária uma fiscalização
maior nesta questão. O preço do mercado é livre, mas não é justo neste caso ele
nem chegar até o consumidor”, disse.
De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do
Petróleo), o preço do botijão de gás de 13 quilos já é encontrado por até R$ 85
na região (veja mais na tabela acima), o que representa R$ 5 a mais do que no
fim de junho. Conforme reportagem publicada pelo Diário no último mês, o preço
máximo do produto chegava a R$ 80 em São Caetano.
O presidente do Sindigás (Sindicato Nacional das
Empresas Distribuidoras de Gás Natural Liquefeito), Sergio Bandeira de Mello,
destacou que toda a redução, inclusive a do ICMS, deve chegar às empresas,
porém sem determinar quando. Ele também destacou que o preço das refinarias não
é a única variável que define o valor final do produto repassado ao consumidor,
que também pode incluir outros gastos. “É de se esperar que as empresas
repassem estes valores com certa rapidez. Mas é importante entender que ele
(valor na refinaria) é apenas um dos componentes dos preços e que há outras
pressões do mercado que podem ajudar a cair os preços, ou, por vezes, chegam a
neutralizar estes efeitos.”
Atualmente, o valor do botijão na região chega a
variar em até R$ 30. O preço mais barato é R$ 55, em Mauá – cidade que tem a
menor média de preços, em R$ 58,68 –, e o mais caro, R$ 85, em São Caetano –
maior preço médio de R$ 77,16 – ou seja, variação de 54,55%. Na semana de 2 a 8
de julho de 2017, o valor máximo encontrado para o gás de cozinha era de R$ 70,
também em São Caetano, e o mínimo, de R$ 50, em São Bernardo. Ou seja, no
período de um ano o aumento foi de pelo menos R$ 15 ou de 21,43%.
sexta-feira, 6 de julho de 2018
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Copagaz realiza doação de computadores para órgão ligado à escola Politécnica da USP
Copagaz realiza doação de computadores para órgão ligado à escola Politécnica da USP: Ação promove o acesso à inclusão digital a jovens de baixa renda que não tem acesso à informática; e ambiental, na medida em que garante que as máquinas serão destinadas de forma correta no
sábado, 21 de abril de 2018
terça-feira, 13 de março de 2018
Brasil deve investir em inovação para ser competitivo
Inovação e tecnologia são fatores essenciais para
um país que deseja ser competitivo. A afirmação é do economista e diretor do
Columbia Global Center Rio de Janeiro, Thomas Trebat. Em seminário na FIRJAN,
ele analisou o ambiente de negócios brasileiro em comparação com as economias
mais competitivas do mundo.
Segundo Trebat, desde 2012 o Brasil vem caindo de
posições no Ranking de Competitividade do Fórum Econômico Mundial. Antes na 48ª
colocação, hoje o país encontra-se em 80º lugar. “Instituições fracas,
infraestrutura deficiente, burocracia, saúde e educação primária precárias
explicam o resultado do Brasil no ranking”, apontou.
Ainda assim, o economista acredita que as soluções
para melhoria desse cenário são alcançáveis se o país investir em uma agenda
direcionada à inovação e tecnologia. De acordo com ele, esse fator ganha um
valor ainda maior ao se considerar a tendência global da chamada Indústria 4.0.
Nesse movimento, tecnologias disruptivas estão criando novas oportunidades e
aumentando a produtividade das empresas.
“O Brasil tem um sistema nacional de inovação
construído com boas universidades, entidades de pesquisa, forte tendência do
empreendedorismo, bancos de fomento e algumas políticas de incentivo. O
problema é que a maioria desses fatores não está integrada, há grande
burocracia e pouco planejamento de longo prazo”, ponderou Trebat.
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“O Brasil tem um sistema nacional de inovação
construído com boas universidades, entidades de pesquisa, bancos de fomento e
algumas políticas de incentivo. O problema é que a maioria desses fatores não
está integrada” | Foto: Vinicius Magalhães
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Agenda de reformas
Outro ponto defendido por Trebat são reformas
microeconômicas que melhorem o ambiente de negócios, como a tributária, em
vista de simplificar o sistema brasileiro. Nesse sentido, o economista-chefe do
Sistema FIRJAN, Guilherme Mercês, pontua como os demais países investiram nessa
agenda para se reerguerem depois da crise de 2008.
Como exemplo, ele citou o México, que alterou sua
legislação trabalhista em 2012. “No Brasil, só conseguimos uma reforma
trabalhista no ano passado. Estamos muito atrasados nesse sentido”, afirma.
Para ele, é urgente a necessidade das reformas da Previdência e Tributária: “Há
mais de 20 anos a FIRJAN defende a realização de reformas no país”.
A palestra “Competitividade das economias
latino-americanas: uma perspectiva global e lições para o Brasil” aconteceu em
9 de março. A iniciativa é mais uma ação do Programa Internacional de Educação
do Instituto Euvaldo Lodi (IEL).
sábado, 2 de dezembro de 2017
Mulheres unidas no gás de cozinha.
A Paranaense Sandra Ruiz, 42 anos, presidente do Sinegas está entre as
mulheres que são dirigentes sindicais, ela já assegura lugar numa galeria de
mulheres, onde outrora somente homens transitavam.
Sandra, é figura fácil de ser encontrada nos eventos relacionados ao segmento. Fervorosa, ela luta com unhas e dentes pelas revendas de gás do Paraná. “Ruiz representa o avanço da mulher que agora ocupa o cargo Sindical nos estados, ela tem provado, (embora não precise) pra todos, que as mulheres podem sim e tem competência para guiar os rumos desta bandeira. “Nós que participamos de toda esta veia sindical e ao mesmo tempo somos mães, esposas, chefes de família estamos muito felizes com esta luta. É a força da mulher pra mudar este mercado. “Parabéns , parabéns mulheres e parabéns Revenda de Gás.”, comenta.
Corajosa, ela tem enfrentado as dificuldades de um mercado de gás, onde a cada minuto se tem uma novidade, devido a nova política de preços da Petrobrás, onde o produto tem aumentado todo mês, e tendo ainda que conviver com uma concorrência, entre os revendedores, que nem sempre é leal.
O triunfo de Ruiz é também uma vitória pessoal do presidente da Abragás ( Associação Brasileira de Entidades de Classe das Revendas de Gás LP)) José Luiz , já que Ruiz , além de presidente do Sinegas é também diretora da instituição, que é ligada a Fecombustíveis, com sede no Rio de Janeiro.
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
sábado, 2 de setembro de 2017
Gás de cozinha terá aumento de até R$ 10 em setembro
Jornal Gazeta
Um
comunicado oficial já foi repassado pela Associação Brasileira de Revendedores
de GLP (Asmirg) e o aumento no valor final do produto pode chegar a 20%. “É um
acréscimo realmente muito grande. Hoje a média do valor do botijão de gás (de
13kg) na região é de R$ 55 e, portanto, a tendência é que possa ficar até R$ 10
mais caro. Como revendedores, nós somos obrigados a repassar este aumento”,
assinala o presidente do Sindicato dos Revendedores do Estado de Santa Catarina
(Sirgás), Fernando Bandeira.
Conforme estudo realizado pela Asmirg, o valor praticado atualmente na Região Carbonífera está dentro da média no Sul do Brasil entre R$ 40 e 78 no preço ao consumidor final. Quanto à data para que aconteça o aumento, Fernando, no entanto, salienta que ainda não está definida. “Pelo que estamos acostumados, deve ser ainda na primeira semana de setembro. Não deve passar muito disso”, aponta o presidente do sindicato.
De acordo com ele, há dois motivos para a elevação do preço do produto. “Um fato é uma determinação da própria Petrobras, que segundo informado por eles, houve uma consideração da atual cotação internacional do GLP (gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha), que teve aumento de 15%. Outro fato então é o dissídio da categoria, que ocorre todo mês de setembro e ficará em torno de 5%”, declara.
“Hoje nós já estamos trabalhando com os preços defasados. Se for analisar bem, o preço que praticamos hoje é o que deveria ser praticado três anos atrás. Não tem como manter assim. Se depois deste aumento mantivermos os valores, não teremos possibilidade de aguentar. Vamos ser obrigados a repassar este aumento”, sustenta o revendedor indica o empresário Carlos Alberto Pereira.
sábado, 26 de agosto de 2017
Botijão de gás vai ficar mais caro a partir de setembro
O preço do botijão de gás ficou 9,50% mais alto em 12 meses, de agosto
de 2016 a julho de 2017, quase três vezes maior que a inflação calculada pela
FGV IBRE no período, que ficou em 3,45%. O aumento passou de 0,19% em junho
para 0,32% em julho, segundo dados do IPC Brasil, calculado pelo Instituto
Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE). E o consumidor já
pode se preparar para outro aumento, de 9% a 10% no próximo mês, segundo as
estimativas da Associação Brasileira
das Revendedoras de Gás LP (Abragás).
Isso acontecerá porque setembro é a data base da categoria, e haverá
aumentos salariais de todos empregados de distribuidoras e revendedoras, além
de o setor repassar o custo operacional represado durante o ano, como
combustíveis, pneus e manutenção de veículos, etc.
O presidente da Associação Brasileira das Revendedoras de Gás LP
(Abragás), afirma que o peso no bolso do consumidor é causado pela nova
política
de preços da Petrobras:
— O aumento afeta as distribuidoras, que fazem o repasse para os
revendedores, que reajustam o preço final. É um efeito em cascata.
O preço médio do botijão de gás no município do Rio de Janeiro é de R$
52,45, segundo a pesquisa semanal realizada pela Agência Nacional do Petróleo,
Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor mínimo é de R$ 40,95, em Vigário
Geral, na Zona Norte, e pode chagar a R$ 67, em Campo Grande, na Zona Oeste.
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Copagaz divulga seu Inventário de Emissões de CO2
Copagaz divulga seu Inventário de Emissões de CO2: Relatório apontou redução de 2,2 % nas emissões em 2016, em comparação ao ano anterior relativo à tonelagem de GLP engarrafado. Investimentos feitos pela companhia em Tecnologia e
domingo, 30 de julho de 2017
segunda-feira, 24 de julho de 2017
O consumidor
Todo indivíduo que
faz parte de um sistema democrático tem à sua disposição um conjunto de garantias
que visam proteger os seus direitos fundamentais. Para elucidação, podemos
destacar os seguintes: proteção à vida e à saúde; direito à informação acertada
e transparente sobre os produtos e serviços, assim como segurança contra os
riscos resultantes de práticas perigosas ou nocivas; proteção contra
publicidade enganosa e abusiva; reparação de danos; entre tantas outras.
A proteção ao
consumidor existe, tendo em vista a sua vulnerabilidade perante as relações de
consumo, e é dever do Estado. Diante dessa fragilidade do consumidor, existe a
necessidade, em praticamente todos os mercados que conhecemos, de uma regulação
específica que tutele e dê tratamento especializado ao consumidor.
As normas que regulam
as relações de consumo de cada país têm suas características próprias, mas
sempre se concentram no mesmo objetivo, qual seja: a adequada e devida proteção
do consumidor perante a aquisição de produtos ou quando na contratação de
serviços etc.
Dessa maneira, além
das legislações internas vigentes de cada país, também
são norteadores da
segurança e preservação dos direitos consumeristas as normas decorrentes de
tratados ou mesmo convenções internacionais de que cada país seja signatário.
Portanto, em breve
síntese, podemos determinar como consumidor stricto sensu toda pessoa
física ou jurídica que seja destinatário final de produto ou serviço, ou
seja, aquele que coloca fim na cadeia de produção. Nessa hipótese, temos um conceito
de caráter econômico.
Cumpre destacar que
dentro das normas consumeristas há necessidade de
consonância entre os
interesses dos participantes da relação de consumo. Emnas
relações, os fornecedores de produtos ou serviços também devem ter seus direitos
respeitados, visto o princípio da boa-fé que sempre deve nortear o
relacionamento para que haja razoabilidade e proporcionalidade no tratamento de
ambos os sujeitos.
Isto
posto, podemos indicar que, como regra geral, existem dois tipos de
consumidores de Gás LP: os grandes consumidores industriais e aqueles
específicos da esfera doméstica. Em ambos os casos existe a pretensão de
receber o produto Gás LP na qualidade e quantidade adquirida pela qual estão
pagando.
Os
consumidores têm, ainda, o direito de receber as devidas informações sobre o
modo correto e seguro de utilização do Gás LP, assim como ter direcionamento para
os canais que possam esclarecer suas dúvidas e receber suas sugestões.
No
entanto, para assegurar todos esses direitos, os consumidores também devem observar
algumas responsabilidades. Como exemplo, podemos citar a obrigação de cuidar do
equipamento, assim como cumprir com as instruções relativas à sua operação e
segurança, da mesma forma que só deve utilizar o Gás LP fornecido em embalagem
lacrada pelo distribuidor/envasador que detém direito sobre a marca estampada
em alto-relevo no cilindro de Gás LP. Os consumidores devem também manter sua
instalação dentro das diretrizes de operação e segurança, ou contratar
companhia distribuidora, fornecedora de Gás LP, para desempenhar essa tarefa.
Diante do
exposto, é inequívoco afirmar que o consumidor tem na marca estampada em
alto-relevo um amparo insubstituível; e que qualquer tentativa de trocar isso
por rótulos, lacres, adesivos soldados ou colados somente enfraquece a relação
de consumo e funciona como oportunidade de escape de responsabilidade por parte
do fornecedor. Este último poderá alegar desconhecer se o cilindro, mesmo de
sua marca, foi envasado em suas instalações. Fica o consumidor sem direito de
eleição e ganha o fornecedor um escapismo inaceitável, do ponto de vista do consumidor.
Benefícios
que a marca traz ao consumidor
O setor
Gás LP é um serviço de utilidade pública, talvez um dos serviços de
características
mais homogêneas existentes. Em todos os países nos quais atua a AIGLP o serviço
é prestado por empresas privadas, não sendo serviços concedidos, mas sim
autorizados. Assim, podemos dizer que se trata de um serviço privado de utilidade
pública. Notadamente, o serviço prestado pelos revendedores, distribuidores/envasadores
atinge nível elevadíssimo.
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Roubo de botijões de gás de cozinha aumenta no Rio de Janeiro
O aumento de roubo de botijões gás de
cozinha na Baixada Fluminense, como em Duque de Caxias, tem preocupado o setor.
O crime abastece a venda irregular do produto em várias localidades na cidade
do Rio, como no Chapadão, Chacrinha, Turano, Fallet/Fogueteiro, Coroa,
Mangueira, Complexo do Lins, Formiga, Cerro-Corá, Cantagalo, Pavão-Pavãozinho e
São Gonçalo, região metropolitana do estado do Rio de Janeiro
“O setor já tem cobrado uma ação mais
efetiva das autoridades policiais para coibir esses roubos, que movimentam
milhares de reais. Quem se envolve nesse delito responde por crime contra a
economia popular, contra a ordem econômica, formação de quadrilha e associação
criminosa”, afirma o consultor de empresas do ramo, José Antônio Borges.
Recentemente, agentes da Delegacia
de Serviços Delegados (DDSD) prenderam, em Duque de Caxias, uma quadrilha
formada por 70 pessoas que revendia gás roubado. Segundo a DDSD, a quadrilha
era responsável pela venda de 50 mil botijões por mês.
Para não compactuar com os criminosos que
roubam gás, a orientação é o consumidor evitar a compra do produto em
revendedoras suspeitas.
“As pessoas precisam verificar alguns
cuidados para não comprar gás proveniente de roubos a caminhões. Entres essas
precauções, importante é pedir a nota fiscal ao revendedor e o endereço do
depósito. Outro cuidado é suspeitar do valor bem inferior ao praticado no
mercado de gás”, orienta o consultor José Antônio Borges.
Ele também orienta o
consumidor a verificar se o gás é de qualidade. “A chama precisa ser azul. Caso
a mesma seja avermelhada, o produto pode estar adulterado”, recomenda.
--
Antônio Figueiredo
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