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quarta-feira, 14 de março de 2012

Entregador de gás: Mais uma preocupação do mercado?

Hoje, recebi um e-mail de um empresário da revenda de gás, pessoa na qual conheci em um dos seminários que participei, desesperado, ele relata a sua grande dificuldade de encontrar um bom entregador de gás. Enquanto leio o seu desabafo digital, fico imaginando a sua limitação, já que conheço bem este mercado, e sei exatamente do que ele está falando.

A demanda por profissionais nos depósitos nunca foi preocupação do mercado, mas houve nos últimos anos uma pequena expansão no mercado de GLP. Houve também um aumento, não expressivo na oferta de mão de obra, uma vez que muitos depósitos foram abertos. Por isso, era de se esperar que houvesse problemas para realizar contratações, e é justamente isso, que vem ocorrendo.

Existem alguns fatores que combinados levam à dificuldade em contratar bons entregadores.

1. Falta de cursos de capacitação

2. Código específico no Mei( Micro Empreendedor Individual)

3. Proliferação de depósitos – Classe I e II

4. Proibição da Entrega do Gás em Motos

5. A obrigação de assinar a carteira do funcionário imediatamente

Se paga muito ou pouco para um entregador que atua nesse mercado?

Ninguém quer capacitar entregador,já que hoje temos uma grande quantidade de Classe I e II, e o dono do depósito assumiu este papel , e não emprega nenhuma pessoa, já que na maioria das vezes, é a sua própria esposa que atende o seu disk gás.

Por outro lado há uma falta de compromisso com a empresa, da parte de quem quer ocupar uma vaga de entregador. A lei é muito dura para com o empresário, já que ele tem que arcar com todos os encargos sociais como empregador.

Todos nós sabemos, que na grande maioria das vezes, até o momento da não estabilidade, o funcionário é padrão, mas passado os três meses de experiência de acordo com a lei, quase sempre começa o tormento do patrão, pois terá que conviver com o novo comportamento de seu entregador de gás.

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